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OH POR FAVOR… Não, não leiam em jeito de pedido de atenção/ajuda, mas sim com a entoação de quem já não aguenta o que está a ver/ouvir.

22
Jun17

Vou fazer um investimento em preservativos!

 

Se começar a deixar um em cada carro que vejo indevidamente estacionado num lugar para deficientes, junto um post-it ao preservativo e colo no vidro do carro, a pedir encarecidamente que o condutor faça uso do mesmo para evitar a sua reprodução!

 

A longo prazo todos vamos ganhar com isto!

 

bem feito.png

(créditos na imagem - situação real)

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02
Jun17

Eu confesso... #3

por Maria

Já padeci de enervamento no trânsito ao ponto de sair do carro! mais que uma vez

 

Um belo domingo, saio de casa ás 7h da manhã (sim, num domingo) para levar a Mãe Maria a um qualquer destino.

 

Como ser civilizado que sou, ao ver uma senhora a aproximar-se de uma passadeira, parei para lhe ceder passagem.

 

Nesse exacto momento a porcaria que vinha atrás de mim buzina-me!

 

Não, não estão a perceber.

 

EU PAREI PARA DAR PASSAGEM NUMA PASSADEIRA E LEVEI UMA BUZINADELA!!

 

Saí do carro para ir ter com a porcaria (sim, era uma gaja) para lhe perguntar qual era a parte da passadeira que não percebia...

 

 

se as riscas brancas ou as riscas pretas!

 

who.gif

 (imagem net)

 

  

(por acaso esta porcaria não decidiu ultrapassar-me, como já me aconteceu noutras ocasiões)

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No seguimento do que já vos fui contando (aqui, aqui e acolá) aproveito para vos contar mais uma das (muitas) aventuras com o meu 205.

 

O meu carro para além de ser velho tinha o verniz todo estalado.

Aquilo que em tempos foi um carro vermelho brilhante, era agora um pequeno pedaço de cancro de tinta.

 

Não tendo mau aspeto suficiente, acordo uma bela manhã e quando chego ao veiculo vejo que um imbecil atrasado mental lhe tinha batido durante a noite e fugido.

(espero sinceramente que este senhor se tenha enchido de vermes)

 

Deixou a porta de trás completamente metida para dentro, ao ponto da minha mão passar por entre a porta...

Depois de 170 litros de lágrimas de raiva e impropérios, não sendo possível o arranjo, desloquei-me ao Giljó - sucateiro reconhecido internacionalmente na margem sul - do qual me tornei cliente assídua.

 

Comprei uma porta só que... verde… E não a mandei pintar porque não valia a pena o dinheiro.

“Vende-se pintura, oferece-se carro” era um pouco demais.

 

Passei a andar com A Bandeira pelos caminhos de Portugal. Não dava nada nas vistas!

 

Belo dia, a passar a 25 de Abril, acende-se a luz do motor.

 

Aquela que diz “PÁRA IMEDIATAMENTE O CARRO OH LOIRA”!

Recuso-me terminantemente a parar na ponte!

E lá segui até Sete-Rios.

 

Saio do eixo norte-sul que, para quem não conhece, termina num semáforo” e ali fiquei, no sinal vermelho, com o carro em coma!

 

Saio do carro, ligo para a assistência em viagem ao mesmo tempo que visto o colete e tiro o triângulo (apreciem a imagem: loira, carro podre a deitar fumo…) e fui coloca-lo à devida distancia do enfermo.

 

Atendem-me da seguradora e começa o rol de questões para as quais eu gostaria muito… mas não tinha resposta.

 

Eles: ” Qual é a avaria?”

Eu: “Acendeu a luz do motor e deixou de andar”

Eles: “Mas qual foi o motivo?”

Eu: “Não faço ideia. Parou e deita fumo"

Eles: “Mas sabe se foi isto ou aquilo…"

Eu: ”Sei que não tem registo da minha profissão mas adianto desde já que não sou mecânica”

Eles: … a pergunta foi interrompida por uma buzinadela

 

Olho pelo retrovisor e tenho uma besta a buzinar e a fazer sinal que estava verde…

Sim, o senhor ignorou o facto do carro deitar fumo, de ter contornado o meu triângulo de sinalização e buzinou… como se eu estivesse distraída…

Lá lhe fiz sinal a perguntar se era maluco e continuei!

 

Já no fim da chamada com a seguradora, mais uma buzinadela…

 

É novamente um arraçado de energúmeno (outro) que tinha feito o mesmo. Viu o triângulo (não lhe passou por cima) colocou-se atrás de mim e quando abriu o verde… PPPPPPPPPPPPPIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII…

 

Finalmente chega o Sr. do Reboque que me pergunta o que o carro tinha, respondi que não sabia ao que ele questiona:

“E não abriu o capot?”

 

Claro… tinha feito toda a diferença…

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2.2 – Jantar de Natal da empresa, nas Docas (Alcântara - Lisboa)

 

Sabendo que no dia seguinte ia para o Alentejo decidi sair da festa por volta das 00h. Estão a ver o padrão? Se decido sair mais cedo dá merda azar.

 

Uma colega (chamemos-lhe 14) aproveitou a boleia e saiu comigo, para mal dos seus pecados.

 

A subir para A Ponte caem-me os parentes ao chão. Trânsito cortado devido a um acidente brutal. Já não era possível voltar para trás.

 

Depois de 1h lá começo a andar e percebo que o carro tem um furo. Fdx!

 

Morro de medo da ponte. Recuso-me terminantemente a sair do carro (o que também é proibido) ligo os 4 piscas e sigo a 20 km/h.

Passados 10 metros alguém me buzina e faz sinal que tenho 1 furo…

 

Duh…

Porque será que ia de 4 piscas a 20?...

 

Saio da Ponte e encosto junto ao edifício da Brisa.

Ligo para a assistência em viagem que, por erro e meu azar, tinha uma gravação a indicar que só atendiam em dias úteis das X às Y horas.

 

Decido mudar o pneu. Pois claro parte II…

 

Atentem… estávamos 2 moças sozinhas, com vestido de noite, maquilhadas e de salto alto… a tentar o impossível.

Mais uma vez não consegui desapertar a porra dos parafusos. Até em cima da chave me pus, aos saltinhos. Nada!!

 

Pararam carros e ninguém, NINGUÉM apareceu... até que um desgraçado encosta e entra no edifício da Brisa… Fomos atrás dele.

 

O senhor dirigiu-se ao balcão e ficámos atrás dele “a aguardar a nossa vez” enquanto isso, e sem que tivesse sido combinado:

 

14 - “Opá, já viste?!... o que nos foi acontecer!"

Eu - "Realmente, que azar. Um furo a esta hora da madrugada"

14 - “E agora que a seguradora não atende?"

 

          O senhor suspirou

Eu - "Será que aqui alguém da Brisa nos ajuda?"

         

         O senhor suspirou... Mas desta vez virou-se para trás e perguntou:

 

"Precisam de ajuda?"

 

Nós em uníssono:

" SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM!!"

 

O Sr. vem connosco, saca umas luvas do porta-bagagens, à profissional, em menos de 5 minutos a coisa estava feita!

 

Ofereceu-me as luvas e explicou no tom mais fofinho do mundo: " a menina não estava a desapertar os parafusos... para esse lado, aperta-os"...

 

Ah!... estava explicado!

 

PS - cheguei a casa às 3h30 am...

 

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(ca ganda confusão de título...)

 

Não gosto de incomodar ninguém.

 

Não é por uma questão de orgulho, se precisar eu peço ajuda.

Mas há coisas que não custa nada aprender para evitar incomodar 3ºs.

Assim sendo, tenho a mania que sou desenrascada.

 

Mentira…

 

2.1 – Depois de um jantar de aniversário de uma amiga, decido ir para casa antes da festa terminar.

 

A 1 km de casa, enfio a roda da frente do lado direito numa cratera tamanho XXL.

Não é bem um buraco, é uma ligação de empedrado com alcatrão que conheço há anos, durante anos me desviei, até ao dia em que não.

 

(Na realidade acho que as mulheres (vá, piquem-se lá todas) e buracos na estrada têm uma espécie de atração. É como poder escolher entre o gajo fofinho e o bad boy e a nossa veia suicida nos atirar para o precipício.)

 

Ainda andei uns bons metros a julgar que daria para chegar a casa mas optei por encostar e ir mudar o pneu… pois claro!

 

Sei a teórica toda, mas se não se consegue desapertar parafusos, não há muito a fazer. Insisti, sempre sem ligar para ninguém.

E sempre sem conseguir desapertar os parafusos do capeta!

 

A dada altura chega uma fulana rapariga com aspeto muita rasco duvidoso (estou a ser porca porque a moça foi uma querida) que decidiu vir ajudar. A pobre criatura era muito enfezada e ainda tinha menos força do que eu.

 

Aparece então o Salvador da Pátria… um fulano qualquer que andava perdido na rua às 2h da manhã (estava nisto há mais de 1h) que veio perguntar se queria ajuda..

 

Pois claro que só me faltou saltar-lhe para o pescoço e dar-lhe uma beijoca repenicada!

 

Tive o pneu mudado em 20 minutos. Ainda dizem que não há cavalheiros!

 

pneu.png

(imagem net) 

 

PS - Amanhã a parte II

 

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Enquanto condutora (habilitada) a minha tendência para carros podres, e consequentes aventuras, foi uma constante.

 

É óbvio que gostava de ter um carro 0km, Aston Martin de preferência, mas sempre me fez alguma confusão a ideia de despender dinheiro para algo que está em constante desvalorização.

À mensalidade do carro juntar seguro, IUC e revisões mais caras assusta-me profundamente.

 

O carro é para me servir e não estou a trabalhar para o servir a ele!

 

O meu 1º bólide foi um Peugeot 205 GR que veio para as minhas mãos já com 12 anos.

 

Nada de bom podia sair daqui:

Mulher, loira, recém-encartada, carro velho… a fórmula para o desastre estava conseguida.

 

1ª aventura – Os espelhos!

 

1.1 Obviamente os carros foram feitos por homens, se tivessem sido feitos por mulheres não colocaríamos os espelhos do lado de fora do carro fazendo com que a noção de espaço fosse tão necessária...

 

Importa referir que no caso do 205, o espelho é constituído por uma peça integral que consiste numa caixa de tamanho considerável no exterior e num pinchavelho de ferro (sim, ferro) no interior para regulação do dito.

(ver imagem da net)

 

Lá vai a Maria toda lampeira quando esborracha o espelho direito numa carrinha de caixa aberta (mal estacionada, claro).

O espelho recolhe com violência fazendo com que o pinchavelho (já vos disse que era de ferro) saltasse e fosse direitinho ao para-brisas…

 

Aquilo que começou por um pequeno ponto, rapidamente se propagou numa valente rachadela …

 

1.2 Muito tempo não tanto quanto isso depois desta fantástica experiencia, vai a Maria filha com a Maria mãe no desgraçado do 205.

A Maria decide que o sacana devia caber entre um carro que estava parado para mudar de direção e um caixote do lixo.

 

Ganhou o caixote.

 

Ainda para mais sou uma besta e não sei fazer estas coisas devagar.

 

A pancada foi tão forte que arrancou toda a caixa do retrovisor, ficando esta espalhadinha no chão.

 

Eu continuei o mais rápido que pude. A minha mãe fica incrédula e pergunta: “não vais apanhar o espelho?”…

 

Claro que não… fugi a morrer de vergonha da minha loirice ;)

espelho.jpg

 

 

 

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