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OH POR FAVOR… Não, não leiam em jeito de pedido de atenção/ajuda, mas sim com a entoação de quem já não aguenta o que está a ver/ouvir.


Sejamos então hipócritas* por 5 minutos e atentemos nas sábias palavras do título.

 

Se algum dia tiverem a curiosidade mórbida de espreitar a minha Tag “Crise de meia-idade” vão perceber que a coisa dá-se quase sempre nesta altura do ano.

 

Eu acredito que seja o Universo a dizer-me que iniciei menos anos lectivos do que devia e, mais do que no início do ano civil, é por Outubros e Novembros que tomo iniciativas.

 

Desta vez… Ginásio.

 

Bom, não vale a pena fazer apostas para perceber quanto tempo lá vou ficar.

 

A resposta é: “Até ter abdominais definidos”, pelo que… lá para 2038 desisto.

 

E perguntam vocês:

“Então mas diz que importante é a beleza interior e afinal quer é um six-pack?”

 

Não fofitos, esta lengalenga toda é para vos dizer que ontem fui fazer a avaliação física.

 

S’presa, S’presa, a minha idade metabólica é de 27 anos!!!

Fiquei maluca.

 

Afinal ainda nem uma trintona sou!!!

Isto quer dizer que tenho 13 anos de asneiras para recuperar.

 

Melhor ainda, levei a Mãe Maria de arrasto.

A moça que vai pela 1ª vez a um ginásio, á beira dos 87 anos, tem 50 anos de idade metabólica!!!

 

É óbvio que esta é a idade (beleza) que conta e o resto são cantigas!

 

Está nos genes!

 

(não se preocupem, do lado do meu pai é tudo uma desgraça pelo que não me vão aturar assim tanto tempo)

 

F.jpg

(imagem net)

 

 

*(Sim, a aparência exterior de nada vale se por dentro não houver suminho nenhum. Mas experimentem ver aproximar-se de vossas excelências um ser sem dentes, banho e pente, e quero ver quantos de vocês (de nós) não olham para outro lado)

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3 comentários

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De João Ratão a 27.11.2017 às 11:39

O enorme problema (ou mais um dos muitos problemas que inventámos) é o de vivermos numa sociedade que cultiva (alimenta) a apologia da eterna juventude. A coisa vai-se tornando mais difícil de suportar, na medida em que nos confrontamos com o espelho, ano após ano, naturalmente. Pelo menos enquanto não descobrirem o "elixir da juventude eterna".
Numa sociedade que privilegia o supérfluo, a super-valorização da juventude acaba por criar uma espécie de estigma da velhice. Não sei se o papel dos velhos é tão subestimado noutras culturas, mas na nossa, acho que tem a ver com o sentimento generalizado de que os idosos já não têm nada para dar à sociedade; são uns chatos esclerosados e, por conseguinte, uns atrasos de vida (dava pano para mangas, este assunto) .
"Lugar aos novos" é uma expressão muito enraizada em algumas culturas, nomeadamente na nossa, que reflecte bem o que afirmei.
Todos passámos, passamos ou passaremos por crises existenciais (eu já passei. Agora estou na fase da crise da decrepitude, que é uma crise bastante mais avançada; aqui também se nota algum sentimento de descontentamento. Faz parte dos nossos "conflitos mentais" que vão surgindo ao longo de todo o processo de envelhecimento. "Tem dias", como é curial dizer-se ou, melhor dizendo, por enquanto não é uma tendência obsessiva, neste caso, mais grave porque pode ter repercussões na saúde física. Definitivamente, não acredito no "envelhecimento com alegria", é uma tanga. É claro que discutir estes estados de espírito não os torna assuntos do dia a dia, nem me provocam insónias; por agora...
Há quem diga que, na essência, as nossas crises são crises de valores. Parcialmente também são, mas, na minha modesta opinião, penso que as "crises" da humanidade, vão para além disso; particularmente a que serve, em certa medida, de mote ao que escreveste; são reflexos dos nossos medos e da nossa constante perseguição da imortalidade ou, pelo menos, a pena desmedida de não podermos regressar ao útero materno...
Tem uma excelente semana e espero que estejas a desfrutar, a cem por cento, o teu novo olhar sobre tudo o que a tua vista abarca...
Beijinho!
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De Maria a 27.11.2017 às 17:14

Acredito que a maioria das sociedades subestimem os "velhos", poucas serão as que reconhecem todo o seu valor...
Excelente comentário, na sua totalidade!

Uma boa semana querido João!
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De Maria Araújo a 27.11.2017 às 17:39

Estou inteiramente de acordo com tudo o que o João escreveu.
Quanto ao texto, o ginásio faz bem ao corpo e à mente, e enquanto há forças e vontade para deixarmos lá algum do nosso mau humor, é muito bom.
Parabéns para a mãe.

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